segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Chato? Não diria isso...

Faz tempo que eu não escrevo aqui no blog. Alias, faz tempo que eu não nada além de e-mails, relatórios e resumos, e coisas que tenham a ver com a minha iniciação cientifica e a minha bolsa de mestrado.

Chato? Não diria isso...

Apenas outras responsabilidades. Responsabilidades, o termômetro do envelhecimento, quanto maiores elas ficam mais velhos estamos. E é mais ou menos sobre isso que eu dediquei o meu tempo, nem tão preciosos assim para escrever. Fiquei sabendo hoje que um amigo meu foi traído pela namorada nesse final de semana.

Chato? Não diria isso...

Apenas uma triste constatação. A minha geração, com algumas exceções (e espero que eu e a minha namorada estejamos dentro dessa exceção), não gosta muito de compromisso sério. Não anda assim, como diria, querendo namorar de verdade. Até namoram, mas acabam traindo uns aos outros e magoando uns aos outros. Mas o maior problema não é o numero de corações partidos, mas corações que gelam e viram pedra com essas atitudes.

Chato? Não diria isso...

Apenas no final das contas ninguém é de ninguém e todos pegam quando saem e acham sexo casual e sem compromisso quando querem. Eu não condeno quem faz isso. A propósito, eu não condeno ninguém. Eu só acho que quando se assume uma responsabilidade, um namoro, por exemplo, temos que assumi-la e arcar todas as consequências. Pra mim, ser fiel é uma delas. E exijo que a minha namorada também seja. Não exijo impondo regras nem cernindo o direito dela de ir e vir, apenas digo que quero respeito e eu respeito ela como exemplo. Agora falando do meu amigo. Eu conheço ele. E sabe, ele compartilha o meu sentimento de que não conseguiríamos dar o troco na mesma moeda. Eu jamais conseguiria trair a minha namorada só para dar nos dedos dela. Impossível eu beijar outra pessoa sabendo que eu estou fazendo isso apenas porque a minha namorada beijou um terceiro. Mas então, qual o motivo da traição? Sabe o que a namorada do meu amigo disse? “Não foi por querer, foi uma besteira sem tamanho...”. Como se essa frase fosse capaz de fazer com que o meu amigo esquecesse tudo o que aconteceu. Alias, o meu amigo JAMAIS irá esquecer o que ela fez. Ele JAMAIS irá deitar a cabeça no travesseiro tranquilo sabendo que ela foi numa festa sem ele.

Chato? Não diria isso...

Apenas uma verdade, confiança é algo que só se perde uma vez na vida. Talvez você ganhe ela de novo quando morrer, mas depois de Jesus, eu diria que nem a morte é mais certa nessa vida!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Discurso de Formatura

Ano passado, menos 200 de pessoas obtiveram o grau de doutor em física no Brasil. Mesmo assim, é dentro desse estreito círculo que nascem as descobertas e inovações que dão forma ao modo como vivemos e pensamos. Desde os raios-x, ondas de rádio, transistores, lasers, energia atômica, bombas atômicas... tudo isso teve origem com esse grupo de indivíduos esforçados. Ser físico significa ter potencial para mudar o mundo. Implica também partilhar uma história e uma tradição que inspiram orgulho.
Para um físico, os anos mais importantes são aqueles da faculdade e da fase imediatamente posterior. É a época em que ele se define e constrói a sua careira. Na UFRGS, foram 4, 5, 6 anos estudando física para que hoje colemos grau e tenhamos um diploma de bacharel. Nós, que hoje estamos aqui, fomos mais do que formandos, também somos estatística. No nosso vestibular abriram-se 130 vagas para os cursos de bacharelado e licenciatura em física. Somos 13 em palco colando grau. Não foi fácil chegar até aqui.
Mas físicos, somos a mais tempo do que esses 30 minutos que se passaram. Somos físicos desde o momento em que não nos contentávamos com respostas evasivas, quando nossos pais e professores do colégio não conseguiam saciar a nossa curiosidade sobre o mundo de criança que a cada dia nos ofertava uma nova experiencia e uma nova descoberta. Nosso mundo de criança em que a imagição criava e destruia tudo.
Para um físico, a curiosidade e a imaginção são irmãs que jamais se separam. Devem sempre andar de mãos dadas. Sem a curiosidade, não nos interessamos por assuntos novos e não buscamos desafios. Sem a imaginação, somos incapazes de novas ideias e propor soluções que resolvam os problemas já existentes, ou até mesmo imaginar um problema diferente.
A luneta já existia quando surgiu em Galileu a curiosidade de apontar tal objeto para o céu e partir dai novos olhares se estenderam para os astros. Foi a imaginação de Einstein ao se perguntar o que se enxergaria caso andassemos a velocidade da luz, que fez com que ele voltasse seus esforços a tal problema e desenvolvesse toda a teoria da relatividade. Se bem que essas visão é um tanto simplória. Perguntar a um físico, um cientista, como que ele faz uma descoberta, ou como que ele faz para resolver um problema dificil. Seria o mesmo que perguntar a uma centopéia com qual pé ela dá o primeiro passo. Mas colegas e platéia, o único génio que existe, é o do Aladin. Todos os cientistas que hoje nos falamos e reverenciamos não foram gênios. Todos foram arduos trabalharadores do conhecimento. Se debruçaram sobre um problema e o atacaram com todos os seus esforços. Passaram noites sem durmir, passavam o dia no laboratório, a alimentação era segundo plano. E a recompensa? É hoje nós ouvirmos seus nomes, suas teorias e sentirmos orgulho de hoje seguir seus passos. O único lugar onde Sucesso vem antes de Trabalho, é o dicionário.
E vocês meus colegas Bacharéis? Para onde mira as suas curiosidades? O que a imaginação de vocês é capaz? Que nova teoria um de vocês irá propor?
Para responder a essa pergunta, me dou ao direito de ler para vocês um treço do livro “o Arco-iris de Feynman”. Onde dialogam o, então jovem pesquisador, Leonard Mlodinow e Richard Feynman (físico ganhador do nobel de 1965):

-Tem lido algum livro legal nos ultimos tempos? – perguntou Feynman.
-Tenho lido um livro. “O ato da criação”, deixa eu te narrar um treço: Aconteceu em berlim, 1914. Imagine uma fria manhã de primavera. Lá fora soam os sinos de uma igreja. Na sua sala, na universidade de berlim, einstein medita sobre a ainda inacabada teoria da relatividade. Num laboratorio não muito distante dali, numa grande jaula de aço, uma jovem chimpanzé chamada Nueva usa um pedaço de pau para juntar num monte todas as casas de banana espalhadas. Dentro de poucos anos esse episódio seria contato num livro famoso, “A mentalidade dos macacos”. Enquanto dá uma olhada à sua volta, Nueva não se importa em ter ou não fama. Seu mundo é simples. Comer, beber, durmir... Mas no momento ela está faminta, e cascas de banana não vão resolver o seu problema. Enquanto Nueva analisa sua dificil situação, um professor chamado Koehler a examina. Ele, como Nueva e Einstein, também precisa saciar um tipo de fome, e suas anotações estão destinadas a alimentar muitos livros e artigos. Koehler oferece uma banana para Nueva, só que não lhe faz o favor de por a comida dentro da jaula. Em vez disso, ele coloca no chão, mas fora do alcance dela, além das grades.
-Sujeito cruel – observou Feynman
-Ele está lhe propondo um desafio. Para comer, Nueva terá de descobrir como conseguir as bananas. Primeiro, ela faz o óbvio. Avança para as gradas e estica o braço para ofra. Tenta agarrar as frutas, mas elas estão longe demais. Ela se atira no chão da jaula e rola de desespero. Não muito longe dali, Einstein está em meio a nove anos de trabalho dedicados a teoria da relatividade e ainda a um ano de encontrar sua grande solução.
- E provavelmente se sentindo como Nueva – disse Feynman.
- Passam-se 7 minutos. De rependete, Nueva olha para o pedaço de pau. Ela pára de se lamentar e o agarra. Nueva o estica para fora da jaula na direção das frutas e puxa as bannaas até que elas estejam ao alcance do seu braço. Ela fez uma descoberta.
- E o que esse episódio lhe ensinou? – indagou Feynmen.
- Nueva possuia duas habilidades. Uma delas era empurrar coisas por ai com o pedaço de pau. A outra era esticar o braço através das grades para pegar algo. Sua descoberta foi perceber que ela poderia conjugar duas habilidades diferentes e isso alterrou a sua velha ferramente numa nova ferramenta.
- Está perdendo seu tempo – disse Feynman- Você nõa aprende como descobrir as coisas lendo livros sobre isso. Essa história de psicologia não passa de conversa fiada. Pois o que eu aprendi com a sua história foi que, se um macaco pode fazer uma descoberta, você também pode!.

Fazer física é isso! Buscar as bananas que estão longe. Saciar a fome por conhecimento e principlmente, esperniar, gritar e quase enlouquecer quando não conseguimos resolver um problema.
Hoje eu não sei como eu poderia convencer uma pessoa a fazer o curso de física. Ninguém me convenceu a fazer física. Quando eu escolhi estudar física eu simplismente sabia que queria isso. Porque eu precisava saber mais, eu precisava ter resposta para perguntas que os meus professores do ensino médio nunca respondiam e nunca falavam em sala de aula. Eu sabia que eles estavam escondendo algo. Que não podia ser “só aquilo” o que a fisica se propunha a responder. E sabe o que é o pior? A sensação que eu tenho hoje ao me formar, é que a minha ignorância frente ao conhecimento é cada vez maior. Quanto mais eu estudo, mais eu descubro que tem mais e mais assuntos para estudar e que, por melhor professor que eu tenha, ela nunca será capaz de responder todas as perguntas. Então por que eu continuei estudando física?
Para responder a essa pergunta, eu vou roubar mais um treço do livro “arco-iris de feynman”. Me permitam.

Quando o alcancei, ele estava contemplando um arco-iris. Seu rosto mostrava um olhar intenso, como se estivesse concentrado. Como se nunca tivesse visto aquilo. Ou talvez como se aquele fosse o último que ele veria.
-Professor Feynman, oi.
-Olhe, um arco-iris – ele disse.
Me juntei a ele na comtemplação do arco-iris. Quando se parava para olhar, aquilo parecia mesmo impresionante.
-Você quem foi o primeiro a explicar a verdadeira origem do arco-iris? – perguntei a Feynman
- Foi Descartes. E qual você acha que foi a característica do arco-iris que mais se destacou para isnpirá-lo na sua análise matemática?
-Bem, o arco-iris na verdade é o pedaço de um cone que surge como um arco de cores do espectro quando gotas d’agua são iluminadas pelo sol atrás do observador.
-E?
-Suponho que a sua inspiração tenha sido a compreensão de que o problema podia ser analisado a partir de uma única gota d’agua e da geometria da situação.
-Você está deixando de lado uma caracteristica fundamental do fenômeno – ele disse.
-OK, desisto, o que teria inspirado a teoria dele?
-Eu diria que sua inspiração veio do fato de ele achar que os arco-iris eram lindos!
É por isso que estudamos tanto física, porque nós achamos ela linda!
OBrigado

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Vai ter volta?

Para começar esse post, duas frases:
-“três coisas nessa vida não tem volta; a morte, tempo perdido e deformação plástica.”
-“Nobody can go back and start a new beginning, but anyone can star today and make a new ending”

Incrível a habilidade que certas pessoas têm de desperdiçar as oportunidades ou de até mesmo não criá-las. Mas meu foco hoje é o desperdício.
Eu aprendi nesses poucos anos de vida que as chances que adiamos são chances perdidas. A primeira vista parece que aquilo que nos é oferecido estará lá para sempre, ou que quando estivermos afim, é só dar um telefonema e tudo estará resolvido. Isso não é regra, mas não deixe pra depois se você pode fazê-lo agora. Afinal, tempo perdido não volta mais.
Essa semana que passou eu conheci uma menina que tem uma menina já a alguns anos. A sensação que eu tive é que ela já não vive mais com os amigos ou com ela mesma. Tudo é o namoro e se algo for fora disso está errado. Essa é uma pratica recorrente entre as pessoas da minha idade, e até mais experientes. Ao se começar um relacionamento, os amigos e “velhos” interesses são postos de lado em detrimento da namorada ou namorado. Feliz daquele que tem uma namorada, esposa ou o que for, e ainda assim sabe sair com os amigos para beber uma cerveja, jogar conversa fora. Feliz aquela que achou seu príncipe e ainda assim sai com as amigas para dançar e ir ao shopping com elas.
Sair com os amigos não significa traição, longe disso. NÃO conviver mais com os amigos sim significa trair a amizade que é na maioria das vezes mais antiga que o relacionamento. Eu ando numa fase meio cética quanto a casamento e relacionamentos “estáveis”. Viver junto é difícil, complicado e a sensação que eu tenho é que um dia vai acabar, cedo ou tarde. E quando acabar? Quem estará ao seu lado? Que amigo vai te apoiar se você os desprezou todo o tempo que teve com a pessoa “ex-amada”??
Agora se o tempo já foi perdido, não adianta, se a morte já chegou, menos ainda. Nada vai fazer com que volte atrás do que já aconteceu. Porém, como está dito na frase em inglês, você não pode refazer o inicio, mas da para mudar o final! Eu tenho pensado cada vez menos no passado, tudo o que eu guardo é a experiência, as cicatrizes e nada mais. E do futuro? Acho que também não vale muito a pena gastar tempo pensando nele, afinal, o futuro chega muito rápido.

Até parece que eu sei bastante né? A única coisa que eu tenho de bastante é erros cometidos e muitos outros defeitos que eu tento corrigir, mas tá difícil. Posso deixar mais uma frase? Claro que posso, o blog é meu oras =P
Essa frase foi o Cel. Durante que falou: “na minha época as pessoas casavam na dificuldade, e foi exatamente isso que fez eu e a minha esposa ficarmos juntos”
Essa frase vai pro próximo post... mas fique pensando nela também.

PS: ler isso aqui é perda de tempo também? deixe um comentário sobre isso!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Postagem Temática - NADA DENTRO DO NADA

Bom, eu sou físico, e falar de NADA é NADA trivial, com o perdão da redundância. Vamos direto a um exemplo. Se o núcleo atômico tivesse 1cm de diâmetro, então o elétron, que forma o átomo junto com o núcleo, estaria a 1km de distância do núcleo. E entre o núcleo e a borda do átomo? O que existe lá? NADA!
Entre a Terra e o Sol, existe uma distância de 150milhões de quilômetros, e o que existe entre nós e o Sol? Dois planetas, mas são nada além de poeira perto da distância. Podemos aproximar ao espaço entre nós e o astro rei como o simplório NADA!
Agora, pare e pense. Aonde vivemos? Na Terra oras! E aonde ela está? no meio do NADA! Do que somos feitos? De átomos! E eles? São feitos de que? de NADA! Então quando você sentir aquele vazio dentro de si, acredite, ele realmente está lá! Quando você olhar para as estrelas no céu e achar que está no meio do NADA, pois é... você acertou mais uma vez!
Podemos concluir que somos NADA, vivendo no meio do NADA! Que depre esse papo ein?! Total, mas o meu ponto é, não temos como saber o que somos, se não sabemos do que somos feitos. Não tem como saber o que queremos, se não sabermos nosso lugar no mundo. eu tenho 22 anos e me pergunto todos os dias aonde será que eu vou parar daqui a um ano? daqui uma decada? daqui um século? Acredito também que não podemos saber para onde vamos, se não sabermos de onde viemos, mas isso é papo pra outro post.
É de nada que somos feitos, é no meio do nada onde vivemos, então pra que fazer a diferença? para não sermos nada no meio do nada. para tentar fazer desse pedaço de nada um pouco melhor, para que o nada que existe dentro de nós possa ser preenchido com sentimentos bons e todo aquele"blá blá blá" que as novelas da globo vendem. Enfim, acho que consegui por o meu ponto de vista a respeito de NADA.

"Só duas coisas são infinitas, o universo e a ignorância humana" (Albert Einstein)

O tema desta edição da Postagem Temática foi Nada. Minha sugestão para a próxima é "Sorte".

sábado, 2 de janeiro de 2010

Mensagem de um mestre

Recebi esse email do meu eterno professor de física do CMPA:

Queridos amigos, colegas e alunos: recebi este e-mail muito interessante e inédito do meu grande amigo Prof. Marcelo Pires, o qual repasso a todos e faço dele minha mensagem de Ano Novo..

Caríssimos(as)
Um problema curioso! Todos sabem que a Terra gira em torno do Sol, descrevendo uma órbita elíptica. Sabe-se que o Sol desloca-se sobre a galáxia executando um movimento de translação em direção à estrela Vega (direção Z na figura abaixo) com uma velocidade de 25 km/s. Isso significa que o movimento de translação da Terra em torno do Sol, quando visto por um observador externo à galáxia, não é uma elipse, mas um helicóide. Isto é, ao final de um ano a Terra nunca retorna ao mesmo ponto do espaço em que se encontrava no início, mas se encontra noutro ponto, a uma distância que corresponde ao que chamamos de passo do helicóide (h na figura abaixo).



Multiplicando a velocidade pelo tempo de um ano, se obtém o passo do helicóide (h), que é aproximadamente 800.000.000 km. Este valor do passo do helicóide é aproximadamente 2.000 maior que a distância média da Terra a Lua, e cerca de 5 vezes maior que a distância média da Terra ao Sol.
Então você deve estar se perguntando, que cara chato, mandar este tipo de informação no último dia do ano!?
É que eu desejo que você tenha uma perspectiva diferente durante o próximo ano, próximo passo do helicóide, que você note que assim como a Terra não retorna ao mesmo ponto, nós também não seremos mais os mesmos, e que isto estimule, talvez, ideias inovadoras.
Desejo a você um feliz e encantador próximo passo do helicóide da Terra!
Beijos e Abraços!

**nõa preciso nem adicionar mais nada no texto!

domingo, 27 de dezembro de 2009

O Tempo não pára!

Albert Einstein foi quem revolucionou o mundo científico com três artigos em 1905, sendo assim em 2005 foi o ano mundial da física, para comemorar os 100 anos de tais artigos. Em um desses artigos, Einstein mostra que o tempo é diferente para observadores diferentes em diferentes referenciais. Quão mais rápido você se move, mais devagar o tempo passa, em relação a quem vê o seu movimento.
Sendo assim, relógios não tem mais a mesma utilidade que tinham antes de 1905. Se o seu relógio vai no seu pulso, ele marca o seu tempo, marca quão rápido as coisas passam por ti ou quão devagar elas se arrastam. Se ao nascer você ganhasse um relógio de pulso eterno, ele marcaria exatamente o quanto você viveu até agora, e teria a medida exata de quanto durou a vida quando morresse. Mas se eu te perguntar, quantos anos de vida você tem? quanto tempo dura um beijo apaixonado? quanto tempo dura uma paixão? quanto tempo é um ano? Sabe o que eu responderia? Diria, depende...
A minha vida começou quando? quanto eu tive consciência dela e pude finalmente tomar decisões por mim mesmo e aguentar tais conseqüências? Ou quando eu finalmente me olhei no espelho e entendi quem eu era e o que eu queria da vida? Um beijo apaixonado dura tanto mais quanto maior for a paixão, mas como eu meço a paixão? Uma paixão é maior quanto mais ela dura? mas se ela durar uma semana apenas, ela teria sido menor que outras que duraram mais tempo? Um ano é o tempo compreendido entre dois Reveillons mas ele pode passar ráido ou se estender eternamente, isso varia com quão estressante ele foi.
Tá entendendo o que eu quero dizer? Esse relógio que iria no nosso pulso, nada mediria, mesmo sendo perfeito. A nossa noção de tempo está muito mais ligada com o nosso subconsciente do que com a realidade. Basta fecharmos os olhos e podemos viajar no tempo. podemos ir para qualquer ponto do nosso passado em que a nossa memória nos deixe ir, mas com os mesmos olhos fechados, podemos "apenas" imaginar o futuro e fazer planos.
Einstein não foi extraordinário pelas contas que fez, ele foi extraordinário pela visão simples do mundo e cheia de obviedades, que nós nunca nos damos conta quando apenas deixamos o tempo passar e não fazemos nada com ele. O tempo não pára, NUNCA, mas podemos alterar a sua velocidade, e fazer com que os problemas passem rápido na nossa vida e que os momentos de prazer e bem-estar se estendam por muito mais do que achamos possível.

Em 2010, pense no que irá fazer do seu tempo, serão mais 365 dias para vivermos ou só vivermos, isso é escolha sua. Abração a todos e ótimo Ano Novo!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Responsabilidades

Crescer, tornar-se "velho",deixar de ser adolescente, virar adulto. Tudo isso só é verdade quando criam-se responsabilidades e somos capazes de lidar com elas. Mas quais são as mais importantes? Existem mais importantes? Acho que não existe uma acima de alguma outra, mas cada responsabilidade exige uma habilidade diferente, uma uma forma de lidar diferenciada.
No livro "Pequeno Príncipe", o qual eu li quando tinha uns 10 anos no colégio, me lembro de uma frase que nunca me esqueci, e nunca vou me esquecer: "você é responsável por aquilo que cativas". Aquilo??? Aquilo o que? Acho que nesse aquilo entra tudo, desde pessoas, animais, plantas e objetos que são nossos. Somos responsáveis por manter uma relação boa, saudável, enfim, todo o resto que todos(?) nós sabemos que é nescessário. Outra responsabilidade que "nasce" junto com a gente e vai se tornando cada ano mais forte, é a responsabilidade de nossos atos. "Somos responsaveis por tudo aquilo que fazemos, e por tudo aquilo que não fazemos também". Atos, ações, gestos falam muito por si só. Podemos ter convicções, mas se não concretizamos em atos, de nada vale. Assim, não adianta eu chamar alguém de amigo, de namorado(a), se eu não agir como tal. Nesse caso acho que as omições são muito mais danosas que as ações. Quando temos um amigo e não fazemos por onde, ou deixamos de ser ostensivos, a amizade se enfraquece, padece e acaba por acabar (desculpa o pleonasmo, mas o objetivo é esse mesmo).
Nessa minha vida, curta ainda(?), eu fiz muitas bobagens, muitas besteiras, mas de todos os atos, arquei com todas as concequências. Arrependimentos? Só daquilo que não tive coragem de fazer. Daquilo que achei que não valia a pena, daquilo que não fiz... Aquilo que não fazemos é tão importante quanto aquilo que fazemos. É muito mais fácil perceber as consequências dos atos do que a dos não-atos. Hoje eu não liguei pra aquela pessoa que senti falta; hoje eu não fui ver o meu amigo que tempos não vejo; hoje eu não disse tudo aquilo que sinto pra pessoa certa; hoje eu deixei de estudar e me engajar no meu trabaho; hoje eu não disse "eu te amo" pra ninguém.
E você? O que não fez hoje que deveria ter feito? Sabe o porquê não o fez??